sábado, 28 de fevereiro de 2009

S. MAMEDE DE INFESTA (3)

Cortejos de Carnaval – 2009

Fotos do Cortejo (A)





EMOCIONANTE !







Continua...

S. MAMEDE DE INFESTA (4)

Cortejos de Carnaval – 2009

Fotos do Cortejo (B)













Marcha do Carnaval de Santo António do Telheiro

1
Santo António do Telheiro
Sempre nossa companhia
Põe nos nossos corações
Uma grande, grande Alegria.
És o nosso padroeiro
Nunca levas nada a mal
Alegria, cor e festa
Sempre neste Carnaval.

(Refrão):

A nossa Marcha é do Telheiro
E aqui estamos no Carnaval
Contem connosco o Ano inteiro
Para levantar o vosso astral. (bis)

2
Desde o cantar das Janeiras
À Festa da Desfolhada
A nossa Comunidade
Tem a mão já bem treinada.
As Festas de Santo António
Nós queremos celebrar
De sapato ou de chinela
Convosco esperamos contar.

(Refrão)

3
No jardim junto ao Cruzeiro
A Alegria é evidente
Podemos não ter dinheiro
Mas vamos todos em frente.
Do Cruzeiro da Capela
Parte este Grupo a cantar
Junto ao Cruzeiro e à Capela
Junta-te a nós, vem cantar!

(Refrão)







terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

3ª Edição “Matança do Porco” (1)

Mondim de Basto

Olá, Companheiros e Amigos

No passado dia 8 deste Fevereiro inicialmente pluvioso, a Freguesia de Mondim de Basto realizou a sua 3ª Edição da “Matança do Porco”.
Trata-se de um “evento” já enraizado e consta de um calendário de actividades que esta Autarquia local proporciona aos habitantes, tendo como finalidade reviver as tradições da terra.
Desde a 1ª Edição que vem sendo um grandioso convívio e atrai todos os anos algumas dezenas de Turistas/Caminheiros que gostam desta terra e sentem-se felizes por participar e confraternizar com as suas simpáticas gentes.

Tal como nas edições anteriores, manteve-se o programa habitual, que se iniciou logo pela manhã com um passeio pedestre, desta vez de 9 km, calcorreando veredas e caminhos com paisagens deslumbrantes (embora hoje de cor mais cinzenta) e visitando locais de interesse patrimonial da Freguesia.
Com a mesma sorte do ano passado, o S. Pedro não ajudou e nem deu tréguas, embora fosse um pouco mais moderado, pois a “chuva de tolos” que não parou de cair ao longo de todo o dia, ao contrário de 2008 não causou, graças a Deus, danos físicos a ninguém.

Demos início à caminhada, saindo do Parque de Campismo bem agasalhados e quase todos munidos de guarda-chuvas erguidos ao céu cinzento.
Ainda assim, qual quadro multicolor reflectindo um arco-íris e representando a nossa redenção e conformismo, que não qualquer desalento, tal era a boa disposição patenteada por todos.

À frente, o “Guia” Fernando Gomes, Presidente da Freguesia, que ao longo destes anos vem idealizando e concretizando belíssimos passeios. É ele o principal responsável e dinamizador desta fantástica modalidade em Mondim de Basto, onde não era divulgada e quase nula em termos de praticantes. Como “alavanca” cultural, desportiva e turística, hoje o seu trabalho está à vista de toda a gente.

Percorridos cerca de 4 km, chegávamos ao lugar de Carrazedo, onde houve uma pausa para o “mata-bicho”. Não faltaram as pataniscas acompanhadas pelo tinto regional, vinho do porto, biscoitos e o saboroso e quentinho café do “pote”.
Abrigados da chuva o melhor possível, lá nos desenrascamos e saboreamos este apetecível lanche da manhã. Todavia, e no que diz respeito ao tema “porco”, o factor meteorológico privou os cerca de 50 participantes de assistir ao “acto” da matança, nomeadamente nas últimas etapas do preparo. (ver post 2)

Depois destes momentos de degustação, visitamos a singela Capelinha do lugar e retomamos o percurso por um caminho transformado em autentico rio.
Só se via água por todo o lado! Seguiram-se momentos altamente fotogénicos!

Houve, inclusive, quem não se equilibrasse nas improvisadas poldras e mete-se o “pé na poça”! Depois é que não deve ter sido nada agradável caminhar os restantes quilómetros com os pés encharcados. É a vida de Pedestrianista!

Daqui seguimos por caminhos de acesso aos campos de cultivo, com seus tanques e represas, passando alguns núcleos de carvalhal e as tipicas, agora nuas, ramadas de vinha.

À nossa esquerda, escondida pela vegetação da Bouça da Lomba do Caniço, seguia a bucólica Levada de Piscaredo (óh! que saudades deste belíssimo percurso) e do nosso lado direito, bem no fundo da escarpa já ouvíamos o sussurrar das águas do Rio Cabril, precipitando-se em espectaculares cascatas.


Como gostávamos que este dia tivesse sido solarengo, para melhor admirarmos tanta beleza que ficou oculta por detrás da névoa. Ficará para uma próxima oportunidade.
Atravessamos o Cabril na Ponte de Tomil e depois de um ligeiro ascendente ao longo da Lomba da Tábua, caminhamos ladeados por uma pequena levada que julgamos ser alimentada pela Ribeira da Abessada.



Mais dois quilómetros e num ápice já entravamos no velho Caminho/Medieval que nos conduz a Vilar de Viando em direcção à Ponte Romano/Medieval, que atravessamos sem demoras e nos dirigimos nesta ponta final do percurso novamente para o Parque de Campismo.

Passava das 13.00H e a Organização deu ordens para o “Repasto”, tendo como principal comesaina o porco no espeto, “bisaro” que horas antes havia perecido às mãos dos Mondinenses. Que apetecíveis e saborosas aquelas fêveras! E os rojões! E os acompanhamentos! E o tinto da região! E depois aquela sopa quentinha!

Já sentes água na boca?! Tendes que vir um dia, para verem de que qualidade estou falando…
Recuperadas as energias perdidas na manhã, o resto da tarde foi de animação no Bar do Parque de Campismo, ao som do acordeão, com dançarico. Depois, continuou amena cavaqueira, onde alguns recordavam aquela fantástica 1ª Edição em 2007, na qual aderiram cerca de meio milhar de participantes durante todo o Evento. Foi obra!... para nunca mais esquecer!

A Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (que gere o Parque) voltou a marcar presença neste tradicional evento, fazendo-se representar pelo Dirigente e Companheiro Jorge Vieira, também ele um apaixonado pelos encantos desta terra.

À Junta da Freguesia de Mondim de Basto dirigimos estas palavras:

Uma vez mais foi notória a dedicação e a qualidade destes eventos que vocês realizam, divertindo não só a população local, como atraindo cada vez mais visitantes a esta Vila.
Oxalá, (se os Mondinenses quiserem!) seja para continuar.
Bem hajam!

Obrigada por mais este maravilhoso programa!

A “Caramulinha” ficou feliz!

Até à Primavera!

Continua...

3ª Edição “Matança do Porco” (2)

Mondim de Basto

«O porco, criado e cevado com desvelos de que gozam poucos humanos, lá está a sangrar no banco do sacrifício. Berra que espanta a penumbra da madrugada, mas o seu sofrimento não encontra eco nos ouvidos de ninguém. Quanto mais barulhenta for a agonia, mais escoado ficará o seu corpo no chambaril.Impressionou-me sempre na vida aldeã este cerimonial doméstico, que acaba por deixar um morto de pernas para o ar, pendurado na trave da casa. Na manjedoira vai nascer o Salvador; à lareira vaie-se juntar a família; e à entrada da porta simbólica renovação do Ano Novo, o espantalho do cadáver que há-de alimentar o futuro!»

Palavras de Miguel Torga

Criação do porco em Trás-os-Montes

Em tempos que já lá vão, por cada casa de família das aldeias de Trás-os-Montes, havia pelo menos um porco para a matança. Nas casas de senhoriais mais abastadas chegavam a matar até 5 ou mais porcos, pois deles dependiam muitas das refeições ao longo do ano. No entanto, eram também fonte de receita quando se vendia algum, pois este rendimento era importante, senão mesmo o produto mais viável para o sustento de algumas famílias, associados à venda dos presuntos e também algum fumeiro. Com o debandar das populações das aldeias, hoje em dia as matanças são menos frequentes, pois a criação de porcos deixou de fazer parte dos costumes rurais comuns das pessoas que ainda resistem e são fiéis à antiga tradição.
Mesmo assim, há ainda algumas aldeias, nas oito Freguesias que contituem o Concelho de Mondim de Basto, nomeadamente aquelas onde o despovoamento menos se fez sentir ou até em alguns casos regenerando, que esta tradição ainda se mantém, sendo este dia da matança um grande acontecimento local, bem como de reunião da família.
Vilar de Ferreiros, Vilarinho e Carrazedo são alguns lugares onde a tradição ainda predomina.

O porco Transmontano

A raça de porco predominante em Trás-os-Montes é a “bisara”, de cor branca ou branca com malhas pretas. O porco bisaro tem uma carcaça em que a proporção da carne é mais do que a da gordura. Desta forma, obtêm-se produtos mais magros, com menos toucinho e com a carne mais entremeada. Em Trás-os-Montes os porcos são engordados com castanha, batata, abóbora e alguma farinha. O consumo da castanha pelos porcos, vai dar um sabor muito particular às carnes, tornando os enchidos muito saborosos. Uma das características dos enchidos de Trás-os-Montes é a sua enorme variedade, fruto de diferentes temperos e diferentes maneiras de preparar as carnes, consoante cada região. As carnes são cortadas finas para diferentes alguidares, donde se fazem diferentes enchidos e ficam a marinar nesse tradicional tempero durante dois ou três dias. Usa-se, como é óbvio, o sal, os alhos, vinhos regionais, colorau, pimenta e outras especiarias. A fumagem das carnes nesta região é feita com lenha de carvalhos ou dos castanheiros e, devido ao clima em Trás-os-Montes ser mais frio, deixa-se a fumar por cima das lareiras mais tempo do que nas outras províncias Portuguesas.
Quem gosta destas “coisas” sabe como são agradáveis e muito famosos os enchidos da região do Barroso, de Vinhais (especialidade em salpicão), de Macedo de Cavaleiros, de Chaves ou de Bragança. Vinhais e mais concretamente Mirandela produzem aquelas famosas e excelentes alheiras. Outros mais há, na mesma tão bons, embora de lugares menos conhecidos, ao gosto e até ao poder de compra de cada família, que fazem ao longo de gerações, por manter vivas estas tradições de fumeiro.

Textos/Compilação: Tradições e Costumes dos Transmontanos

Ditado Popular: “Se queres ver o teu corpo abre um porco”

Continua...

3ª Edição “Matança do Porco” (3)

Mondim de Basto

Poesia

Amanhecer

Cá em cima a novecentos metros de altitude,
Em relação ao nivel das águas do mar,
Tudo o que a nossa vista alcança,
Nos etroniza,
Em reconhecida e submissa atitude,
Como que a louvar,
O Deus criador que, à sua imagem e segurança,
Nos diviniza.
Escancaram-se as gargantas dos fraguedos de lés a lés,
A receber a paixão do fumo morno das casas,
Que as atravessa;
Saltam perdizes debaixo dos pés,
E ao toque do sino daquelas asas,
A vida começa...

Poema de Luís Jales de Oliveira

Acreditei

Acreditei,
Por isso
Fico entre o Céu e a terra;
Como uma árvore nua
Que ao alto os ramos indica...
Ergue as asas mas não voa,
Tem raízes, mas não desce...
Esquece o tempo,
Porque não sabe onde fica...!

Poema de José Teixeira da Silva

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

14 de Fevereiro (A)

Dia dos Namorados e de S. Valentim

A Lenda de S. Valentim

As comemorações do 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, como dia dos namorados, têm várias explicações – umas de tradição cristã, outras de tradição romana, pagã.
A Igreja Católica reconhece três santos com o nome Valentim, mas o santo dos namorados é o que se julga ter vivido no século III, em Roma e morrido como mártir no ano 270.
Em 496, o Papa Gelásio reservou o dia 14 de Fevereiro ao culto de S. Valentim.
A tradição Romana “eternizou” com tanta compaixão a sua versão:

«Valentim era um sacerdote Cristão contemporâneo do imperador Cláudio II. Cláudio queria formar um exército romano poderoso, forte;
Não conseguindo levar muitos romanos a alistarem-se, julgou que tal sucedia porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias para partirem para a guerra. E a solução que encontrou foi… proibir os casamentos dos jovens! Valentim ter-se-á revoltado contra a ordem do imperador e ajudado por S. Mário, terá casado muitos jovens em segredo. Quando foi descoberto, logo foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.»


A lenda tem ainda algumas variantes que acrescentam pormenores a esta história. Segundo uma delas, enquanto estava na prisão, Valentim era visitado pela filha de um guarda, com quem mantinha longas conversas e de quem se tornou amigo. No dia da sua morte, 14 de Fevereiro, ter-lhe-á deixado um bilhete dizendo apenas:

«Do teu Valentim».

14 de Fevereiro (B)

Dia dos Namorados e de S. Valentim

Cuidado!…

O coração tem dois quartos;
Moram ali, sem se ver,
Num a dor, noutro o prazer.

Quando o prazer, no seu quarto,
Acorda cheio de ardor,
No seu adormece a dor.

Cuidado, prazer! Cautela!
Folga e ri mais devagar…
Não vá a dor acordar!

Poema de Antero de Quental