quarta-feira, 21 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Primavera... de Esperança
Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.
Sophia de Mello Breyner
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.
Sophia de Mello Breyner
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Dia de namorados... recordações d'outrora! (1)
Carta de Amor do Manuel de Melgaço para sua amada Carminda
Maravilhosos erros ortográficos! Puro Lirismo Português!
(Recolha Literária - De: Fernando Castro Pires de Lima)
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Os verdadeiros românticos...
Porque vem aí o dia dos Namorados e o que precisamos é de cor, alegria e amor no nosso dia a dia, deixamo-vos esta pequena "rubrica" sobre umas lindas e fiéis aves: os Agapornis ou Inseparáveis.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A Pombinha
A pombinha vai voando
Voando vai à porfia,
A ver quem chega primeiro
Aos pés da Virgem Maria.
Não vos damos as Janeiras,
Porque são dos lavradores;
Vimos cantar-vos os Reis
Que são dos nobres senhores.
Eu, senhores, fui a Belém,
E de lá vim espantado
De ver o Jesus, meu bem,
Numas palhinhas deitado.
Foi tão grande a minha pena
Pelo ver tão pobrezinho,
Que as lágrimas dos meus olhos
O molharam no bercinho.
Ora não choreis, meus olhos,
Meus olhos não desmaieis,
Que daqui a pouco tempo
Vereis chegar os três Reis.
Os três Reis são do Oriente,
São Reis, adoram um Rei,
Mas é Rei Omnipotente
Que mais vos diga não sei.
A pombinha vai voando,
Voando vai à porfia,
Vimos cantar-vos os Reis,
Pois é hoje o seu Dia.
Mal haja esse rei Herodes
Capitão falso e daninho
Que ensinou aos três Reis Magos
Às avessas o caminho.
Mas Deus, Todo Poderoso,
Deu-lhes estrêla de guia,
Que os conduziu ao presépio
Onde o Menino jazia.
Quem tráz oiro, incenso e mira
Dos desertos dalém mar?
São três Reis: Gaspar um deles,
Belchior e Baltazar.
Oiro fino Lhe oferecem
Como a Rei Celestial;
Incenso como Divino,
E mirra como Imortal.
A pombinha vai voando,
Voando vai à porfia;
Viva o senhor desta casa
Mai-la sua companhia.
(Cantiga Popular do Dia dos Reis Magos)
Voando vai à porfia,
A ver quem chega primeiro
Aos pés da Virgem Maria.
Não vos damos as Janeiras,
Porque são dos lavradores;
Vimos cantar-vos os Reis
Que são dos nobres senhores.
Eu, senhores, fui a Belém,
E de lá vim espantado
De ver o Jesus, meu bem,
Numas palhinhas deitado.
Foi tão grande a minha pena
Pelo ver tão pobrezinho,
Que as lágrimas dos meus olhos
O molharam no bercinho.
Ora não choreis, meus olhos,
Meus olhos não desmaieis,
Que daqui a pouco tempo
Vereis chegar os três Reis.
Os três Reis são do Oriente,
São Reis, adoram um Rei,
Mas é Rei Omnipotente
Que mais vos diga não sei.
A pombinha vai voando,
Voando vai à porfia,
Vimos cantar-vos os Reis,
Pois é hoje o seu Dia.
Mal haja esse rei Herodes
Capitão falso e daninho
Que ensinou aos três Reis Magos
Às avessas o caminho.
Mas Deus, Todo Poderoso,
Deu-lhes estrêla de guia,
Que os conduziu ao presépio
Onde o Menino jazia.
Quem tráz oiro, incenso e mira
Dos desertos dalém mar?
São três Reis: Gaspar um deles,
Belchior e Baltazar.
Oiro fino Lhe oferecem
Como a Rei Celestial;
Incenso como Divino,
E mirra como Imortal.
A pombinha vai voando,
Voando vai à porfia;
Viva o senhor desta casa
Mai-la sua companhia.
(Cantiga Popular do Dia dos Reis Magos)
sábado, 17 de dezembro de 2011
CONTO DE NATAL
Caminhavam para Belém
O S. José e Maria.
Tanto andavam pela noite
Como andavam pelo dia.
Ao chegarem a Belém,
Toda a gente ali dormia:
«Abre as portas ó porteiro
A S. José e Maria.»
-«Não vos posso abrir as portas
Que a vida me custaria.»
Foram para uma cabana
Que José não conhecia.
S. José foi buscar lume,
Que lume ali não havia,
Volta S. José com lume,
Já o Menino nascia.
A touca, que a Virgem tinha,
Em três partes se partia
Para cobrir o Menino,
Que outras faixas não havia.
Chegou um Anjo do Céu,
Que paninhos Lhe trazia:
Uns de ouro, outros de prata,
Outros de cambraia fina.
A Mãe, com o Filho nos braços,
Dar-Lhe de mamar queria:
Enquanto o Filho mamava,
Chorava a Virgem Maria.
O Menino então falou:
Óh! que grande maravilha!
-«Porque chorais, Virgem Pura?
Porque chorais Madre minha?»
-«Choro pelos pecadores,
Que em todo o Mundo havia:
Que uns me pedem riquezas,
Outros me pedem a Vida.
Só a Salvação da Alma
A todo o mundo esquecia!
Se Deus lhe não acudisse,
O Mundo se perderia!»
Respondeu o Deus Menino
À Mãe, a Virgem Maria,
Que de todo o Mundo inteiro
Êle o Salvador seria!
(Recolha Literária Popular)
Tenham TODOS um SANTO E FELIZ NATAL!
O S. José e Maria.
Tanto andavam pela noite
Como andavam pelo dia.
Ao chegarem a Belém,
Toda a gente ali dormia:
«Abre as portas ó porteiro
A S. José e Maria.»
-«Não vos posso abrir as portas
Que a vida me custaria.»
Foram para uma cabana
Que José não conhecia.
S. José foi buscar lume,
Que lume ali não havia,
Volta S. José com lume,
Já o Menino nascia.
A touca, que a Virgem tinha,
Em três partes se partia
Para cobrir o Menino,
Que outras faixas não havia.
Chegou um Anjo do Céu,
Que paninhos Lhe trazia:
Uns de ouro, outros de prata,
Outros de cambraia fina.
A Mãe, com o Filho nos braços,
Dar-Lhe de mamar queria:
Enquanto o Filho mamava,
Chorava a Virgem Maria.
O Menino então falou:
Óh! que grande maravilha!
-«Porque chorais, Virgem Pura?
Porque chorais Madre minha?»
-«Choro pelos pecadores,
Que em todo o Mundo havia:
Que uns me pedem riquezas,
Outros me pedem a Vida.
Só a Salvação da Alma
A todo o mundo esquecia!
Se Deus lhe não acudisse,
O Mundo se perderia!»
Respondeu o Deus Menino
À Mãe, a Virgem Maria,
Que de todo o Mundo inteiro
Êle o Salvador seria!
(Recolha Literária Popular)
Tenham TODOS um SANTO E FELIZ NATAL!
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