quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Atenção! "ele" vem aí ...

FUTEBOL

Interessa é ganhar de qualquer maneira
Enquanto em campo o dever se atropela
Faz-se outro jogo já na bilheteira
Que enche os bolsinhos aos que vivem dela.

Convém manter o Zé bem distraído
Enquanto ele se entrega à diversão...
Não pode ver por quantos é comido
E não se importa que o comam ou não !

Versos de António Aleixo

domingo, 10 de agosto de 2008

O “homo-urbanus” (1)

O Pedestrianismo é livre!

Alguém, falando por ele e por alguns, disse-me à algum tempo atrás:
- Sabes, tu convidas toda a gente para as Caminhadas que organizas “gratuitas” mas, eu não vou com vocês porque tenho medo do que possa vir a dizer o “mundo”!
Arrepiei-me e murmurei baixinho para comigo: que tristeza!
O mundo! Quem é o mundo?
Verifico, então, que assim com este medo, com esta prudência, com tamanha cautela para não por em risco a carreira ao acompanhar com pessoas de escalão inferior, só lhes pode correr sangue gelado nas veias e fazem-me lembrar aquelas aves aprisionadas que tão bem sabem voar dentro da gaiola, mas estão à espera duma hipotética libertação.

Não venham contrariados!
Não ponham em risco o vosso emprego e a vossa família!
As caminhadas são para gente livre!
O Pedestrianismo é livre!
Afinal, só faz falta quem vem.

São realidades cruas dos tempos “modernos”, depois que os tais “donos do mundo” aprisionaram o “homo-urbanus”.
Mas eu tenho encontrado esta “espécie” que prolifera por toda a parte e nem preciso de escavações arqueológicas para separar estes vestígios testemunhais!

Como me sinto cada vez mais triste!

Continua...

O “homo-urbanus” (2)

As desgraças humanas!

Voltei àquela Aldeia que um dia conheci numa caminhada e perante tanta beleza que os meus olhos viram, chamei-lhe, naquele dia, a “Aldeia das Flores”.
Era tudo tão lindo, numa diversidade de perfume embriagante das árvores e das flores, tudo multicolor, com o verde da relva dos jardins em fundo de tela.
Hoje, nem queria acreditar no lugar desolador com que deparei, ao ver que naquela Aldeia tiraram as flores dos jardins e colocaram cubos de pedra sobre a forma de figuras geométricas abstractas, no chão de betão que agora cobre o que outrora foram deliciosos canteiros.
Os autarcas “urbanus” de agora trocam as flores pelos euros.
Para cortar nos orçamentos (consideram serem estes os mais dispendiosos!) eliminam o que é belo e agradável para as populações. O que interessa é cortar!
Com isto, as pombas que rolavam e os pardais que entoavam melodias nas copas das árvores, fugiram.
Estão lá, no mesmo lugar, cestos dos papéis, pedregulhos e cimento armado.
Nem flores, nem pássaros, nem as árvores que hoje nos dariam aquela sombra amiga, para estar a ler um livro.
Ali ao lado, pelos modernos passeios, as pessoas passam a correr e já nem olham.
Sem ter necessidade de escavar, encontro a céu aberto, vestígios do “homo-urbanus”!
Como fico tão triste!
Ái! Se eu pudesse (porque tenho medo da autoridade!), colocava naquele local um cartaz com estas palavras:
«Tu que passas a correr, e não tens tempo para olhar o Sol, um dia sobe ao cume de um monte e contempla toda a beleza das árvores, dos pássaros e dos rios!»
Não irás aguentar de felicidade e aí as lágrimas te escorrerão pela face!

Mas… como simples amante da Natureza, infelizmente só tenho que digerir este inconformismo e apenas meditar nas palavras do poeta:
«Ái! As desgraças “humanas” destas paisagens iguais!»

Titulo “homo-urbanus”
da autoria de Fernando Vilarinho (Pedestrianismo e Percursos Pedestres)

Textos da “Caramulinha”

quinta-feira, 31 de julho de 2008

12-07-2008 PR8 Terras de Bouro (1)

Trilho do Couto do Souto – 10km / Circular
Rede de Percursos Pedestres
“Na senda de Miguel Torga”

Olá, Amiguinhos

Cá estamos de regresso à “Rainha das Serras”, encantadora Serra do Gerês, com a sua enorme beleza que nos embriaga e revitaliza o corpo e o espírito.
Este agradável percurso histórico e cultural, desenrola-se nas encostas montanhosas a sudeste do Vale do Rio Homem e percorre alguns lugares puramente rurais de duas Freguesias: Souto e Ribeira.
Chega-se pela EN205-3 e após passar Sequeiros, logo à frente surge Souto.

Souto foi entre os anos de 1254 e 1836, por foral de D. Afonso III, Vila gerida administrativamente independente, com seu próprio Couto e Julgado, onde ainda hoje podemos ver construções edificadas daquele tempo, sobressaindo a Igreja, recentemente recuperada, e as artísticas cruzes graníticas da Via Sacra.

A placa indicadora do trilho fica no cruzamento à face da estrada mas, deve seguir e virar á direita para o interior da Freguesia e estacionar próximo à Igreja Matriz, junto ao Lugar do Paço e daí iniciar o percurso descendo até à EN que vai atravessar (muito cuidado!) e caminhar por estradão e carreiros rurais em direcção ao Rio Homem, na Ponte que liga a Freguesia de Souto, Concelho de Terras de Bouro, a Valbom S. Pedro, pertencente ao Concelho de Vila Verde.

Ali ao lado seguimos o carreiro para o Vau que vai levar à Praia Fluvial e Zona de Lazer.
Caminhamos todo o passadiço sobre o rio e admiramos este pequeno recanto bucólico com o açude e a velhinha azenha desprovida do seu peculiar engenho, que o tempo levou.
No regresso pelos campos verdejantes chegamos novamente à EN205-3 que mais uma vez atravessamos (com muito cuidado!) e dirigimo-nos para Ribeira.

Na subida de Leiredo, ao chegar ao miradouro do Cruzeiro, descansamos um pouquinho a contemplar aquela paisagem fantástica sobre o Vale do Rio Homem. Vamos ingerindo líquidos e fazendo curtas paragens, que o ascendente ainda está para durar.
Do nosso lado esquerdo vislumbra-se a Igreja Matriz de Ribeira.

Depois de passarmos a Capelinha da Sra. Do Socorro e Sr. Da Agonia, com singelo Altar, surgiu-nos na curva da estrada, a brincar na berma, três adoráveis crianças com quem estivemos à conversa: o Marco, o Sérgio e a Helena, que fazia raminhos com ervas. Lembrei-me das crianças de todo o Mundo e daquela mensagem que um dia Miguel Torga, esse poeta mítico por excelência, escreveu:

Pois eu gosto de crianças!
Já fui criança também…
Não me lembro de o ter sido;

Mas só ver reproduzido
O que fui, sabe-me bem.

É como se de repente
A minha imagem mudasse
No cristal duma nascente,
E tudo o que sou voltasse
À pureza da semente.

Despedimo-nos dos três com beijos e prosseguimos a caminhada pelo caminho asfaltado sempre em ascendente até ao alto de Gogide.
Vamos contemplando a floresta e campos de cultivo, vislumbrando nas ramadas os verdes cachos a inchar e as típicas colmeias onde as abelhas produzem o excelente mel da Serra do Gerês. Enchemos as garrafas na fonte que jorra para o tanque e daí a nada já estávamos na estrada de terra batida, que embora diferente, é um caminho que nos é já familiar: a Geira Romana ou Via Militar XVIII do Itenerário de Antonino, aqui bem mais larga, por acção do homem moderno, que na altura das obras de alargamento para os acessos à Aldeia de S.ta Cruz, pôs a descoberto os Marcos Miliários que “balizavam” a Milha XIV, que tal como vem sendo costume, gosto de vos deixar aqui a descrição que ostenta o painel informativo:

«Esta milha situa-se pouco depois da portela montanhosa de Santa Cruz, na freguesia de Souto, onde se separam as águas dos rios Homem, para norte, e do Cávado, para sul. Os marcos relacionados com esta milha foram descobertos já no século XX, quando o antigo caminho de acesso à aldeia foi alargado com uma máquina.
Contam-se quatro marcos intactos e outros três fragmentos. Do conjunto cinco conservam a inscrição e outros dois são anepígrafes. A milha XIV é referida nesses cinco. No entanto, é apenas possível datar quatro. Um deles é de Tito e Domiciano (79-81), datável do ano 80; outro de Caracala (198-217), datável do ano 214; um terceiro de Décio (249-251), datável do ano 250; e o quarto de Magnêncio (350-353).
No quinto miliário, apesar de se reduzir a um fragmento, ainda se lê a inscrição a Bracara e a distância, sendo possível que tenha sido dedicado a Adriano.
Esta série de marcos conserva-se no local exacto onde foram encontrados, no lado direito da estrada, para quem caminha de Bracara para Asturica.
Do local da milha em diante grande parte do traçado da Geira encontra-se destruído numa extensão de 1462 metros por uma estrada de terra batida, a qual todavia coincide com o antigo percurso. Entre esta milha e a seguinte foi medida uma distância de 1633 metros.»

Conforme se pode ver na foto que tiramos, há um marco que foi recentemente desenterrado, perfazendo 8 Marcos Miliários.
Depois de admirar este local de grande simbologia histórica, com quase dois mil anos, visitamos a pacata e serena Aldeia de S.ta Cruz onde ainda se pode ver junto à restaurada e bem preservada Capela um Marco Miliário (ou fragmento) deslocado para este pátio calcetado de granito.

O gado autóctone deambula a seu belo prazer pela Geira e junto dos currais.
Retomado o Percurso, descemos por um estreito caminho bastante cerrado pelas silvas, ortigas e giestais que deixaram as pernas e braços um pouco a “arder”. É a Vida!

Caminhando por aquele bosque serenos e em silêncio, avistamos algumas aves de diversas cores, como o pintarroxo mas, a sensação mais profunda e emocionante foi ver passar ali a vinte metros à nossa frente aquele maravilhoso e ternurento “Felis Silvestres” o gato selvagem do Gerês que ao que parece veio a dar origem ao gato domestico que hoje temos nas nossas casas e tão agradável companhia nos fazem.
Por ser um momento inesperado e alguma atrapalhação nossa ao ligar a câmara fotográfica, ele deu um salto espectacular e em corrida desapareceu num ápice.
Para a próxima talvez se consiga aquela nossa …foto do ano!
Prosseguindo já na parte final descendente do percurso, passando pelos lugares de Sequeirô e S. Croio, por caminhos que ladeiam campos de cultivo, chegamos às habitações graníticas de Souto, percorrendo as ruas do centro da Freguesia e terminando este agradável e apaixonante Percurso Pedestre junto à Igreja Matriz.

O piquenique foi mais uma vez no Parque de Merendas junto aos pavilhões de amostra de artesanato da região, próximo à EN205-3, com fonte de água fresca de serventia.
Após este apetitoso momento, deslocamo-nos a Rendufe, já no Concelho de Amares, visitando esse imponente monumento Religioso e fomos relaxar as restantes horas desta quente e agradável tarde numa aprazível praia fluvial.

Continua...

12-07-2008 PR8 Terras de Bouro (2)

Trilho do Couto do Souto – 10km / Circular
Rede de Percursos Pedestres
“Na senda de Miguel Torga”


Rendufe - Concelho de Amares - Braga

O Mosteiro de Santo André de Rendufe foi um dos mais importantes cenóbios beneditinos nacionais, desenvolvendo-se continuamente até ao século XV. Aquando da subida ao trono de D. João I, uma questão suscitada entre o abade Afonso Martins e o arcebispo de Braga fez com que este último conseguisse do Papa uma autorização para a extinção do Mosteiro. Este intento não foi conseguido, mas a antiga casa passou então a comenda. As principais obras que hoje se detectam no Mosteiro datam do século XVIII, altura em que se levantou a nova igreja. Os acabamentos interiores só ficaram concluídos em 1755, decorrendo as obras da igreja em paralelo com as das dependências conventuais. De 1780 é a Capela do Santíssimo Sacramento e merece atenção particular o conjunto de talha rococó que decora a igreja, um dos mais importantes do norte do país.

Depois de 1834 a igreja passou a paroquial, e a cerca e demais instalações foram vendidas e posteriormente perdidas num incêndio que consumiu grande parte do antigo Mosteiro. Hoje em dia o espaço monacal original está na posse de vários proprietários e não permite uma intervenção global. O Programa de intervenção de emergência e o Plano de recuperação, reabilitação e valorização que o IPPAR actualmente tem em curso visam preservar o que ainda subsiste, sem perder de vista a possibilidade de agir globalmente sobre o Mosteiro num futuro próximo. A classificação inclui as ruínas do claustro e um chafariz do antigo convento beneditino.
(Textos: Mosteiro de Rendufe)

Prado
A Paróquia de Prado (Santa Maria), freguesia da Vila de Prado, situa-se na margem direita do Rio Cávado no concelho de Vila Verde, distante da cidade de Braga 7 Km. e a ela ligada agora também por uma via rápida (autoestrada). Quem entra na cidade de Braga pela circular e quer vir até Prado usufruir a sua praia fluvial maravihosa, ou os seus restaurantes típicos, dirige-se na direcção de Estádio, Ponte de Lima, Vila Verde e Amares e é a primeira povoação que encontra devidamente assinalada.
Dispondo desta posição geográfica excelente e de uma praia fluvial invejável, está a atrair cada vez maiores investidores, prevendo-se um constante desenvolvimento demográfica nos próximos anos com a saturação da cidade de Braga, para além de oferecer muito melhor qualidade de vida.

Praia Fluvial do Faial, Rio Cávado
Lugar do Faial - Vila de Prado - Braga


Na margem direita do rio Cávado, esta praia possibilita todo o tipo de actividades balneares, bem como a prática de canoagem , remo, voleibol de praia, ténis, futebol e muito mais a construir.Está dotada de bar, balneário, sanitários, parque de estacionamento, telefone, primeiros socorros e vigilância (meses de Verão).

Julho de 2008
A qualidade da água da praia fluvial do Faial na Vila de Prado (única praia designada no Concelho de Vila Verde, e, como tal, única praia vigiada pela CCDRNorte) foi de aceitável em todas as análises realizadas.
Alertamos que a praia fluvial de Ponte Nova, na Freguesia de Loureira, e a praia fluvial do Gaião, na Freguesia de Cabanelas, devido à má qualidade da água, se encontram interditas à prática balnear, pelo que a utilização destas águas para banhos poderá originar graves problemas de saúde.
(Textos: Paróquia e Vila de Prado)

Tenham umas óptimas férias e façam caminhadas pela Natureza.

Beijinhos da “Caramulinha”

terça-feira, 22 de julho de 2008

Para Ti...

A pior dor!

E a Vida foi, e é assim, e não melhora.
Esforço inútil. Tudo é ilusão.
Quantos não cismam nisso mesmo a esta hora
Com uma taça, ou um punhal na mão!

Mas a Arte, o Lar, um Filho, António? Embora!
Quimeras, sonhos, bolas de sabão.
E a tortura do Além e quem lá mora!
Isso é, talvez, minha única aflição.

Toda a dor pode suportar-se, toda!
Mesmo a da noiva morta em plena boda,
Que por mortalha leva... essa que tráz.

Mas uma não: é a dor do pensamento!
Ai quem me dera entrar nesse convento
Que há além da Morte e que se chama A Paz!

Poema de António Nobre (Só) 1892
O Grande Poeta com ligação a Leça da Palmeira

domingo, 20 de julho de 2008

28-06-2008 Ocidental Praia Lusitana Nº 4 (1)

Esmoriz – Furadouro 9 km / linear
Caminhar pela Praia

Olá, Amiguinhos (as)

Por lembrança de alguém do Grupo, retomamos as caminhadas pelas praias da costa Portuguesa que, sendo percursos lineares, requerem alguma organização logística, nomeadamente ao nível dos transportes públicos e seus horários e acessos, ou trazer mais do que uma viatura para que fique sempre transporte para o regresso no final da etapa.
Para este programa as coisas ficaram simplificadas com a informação requerida atempadamente nas empresas de transporte e para quem quiser fazer esta caminhada pode optar pela seguinte formula:

Deixe a viatura próximo da Estação da CP de Esmoriz.
A Caminhada começa logo aí, atravessando a linha (com atenção aos comboios) e vire à esquerda, percorrendo trezentos metros. Junto ao pontão vire à direita e siga por essa recta em direcção à Praia. Pelo meio encontra snacks e cafés para tomar o seu pequeno-almoço.

A partir da Praia caminhe a seu belo prazer durante aproximadamente 8 kms até ao Furadouro, em Ovar, passando pelas Praias de Esmoriz, Cortegaça e a “selvagem” Praia de Maceda, onde poderá verificar com os seus próprios olhos a força da Natureza esculpida pelo Mar.

Durante o trajecto, surgem pequenos barcos atracados nos cais junto ao mar ou espraiados no areal a aguardar a hora para a saída da faina da pesca.

A arte da pesca de “Xàvega” ainda resiste em alguns locais mas, muitos dizem ter esta arte artesanal os seus dias contados! Ninguém se importa em preservar estas culturas, apoiando os poucos pescadores que por sobrevivência e devoção ao Mar ainda continuam nestas actividades piscatórias na costa Portuguesa e as nossas gerações futuras mais tarde só saberão que estas coisas existiram, por fotos, filmes ou livros.
É uma pena!

Vá parando de vez em quando e ingerindo líquidos. Com algum cansaço e o corpo mais moreno (não se esqueça de colocar protector solar logo no início da caminhada) será com satisfação que após algumas horas, atingirá a moderna Praia do Furadouro com suas esplanadas, banhistas, restaurantes e bares.

Durante o percurso observe e respeite o mar e as dunas, não deitando papéis, latas ou plásticos para a praia, pois já basta as quantidades de lixo e poluição que o homem com suas industrias e habitações pelos rios no mar deposita tanta porcaria que o conspurcam e que as marés devolvem ao areal da costa.

Como cidadãos civilizados e amantes da Natureza, devemos ser os primeiros a dar o exemplo.
Depois de almoçar, fique a fazer uma “prainha” (não esqueça da toalha e fato de banho) e quando lhe apetecer regressar pelas 17.00 horas (ou horas seguintes, sempre de hora em hora) procure a paragem da carreira da Agência de Viagens “Auto Viação do Souto” (1.40 eur) que te levará à Estação da CP em Ovar para aí regressar no comboio ( 1.30 eur) novamente até Esmoriz.

Se no final, tal como nós, gostares deste passeio, a “Caramulinha” também fica feliz por ter dado esta sugestão, que não é original, bem sei, mas muitos ocultam e não divulgam.

Continua...