segunda-feira, 29 de setembro de 2008

20/23-08-2008 Senhora d’Agonia (6)

O Cortejo (3)

Ouço a tua voz…
Quente da terra
Terra de meu pai
Saudade berço palavra mãe
Que se cola aos amigos e às coisas
A Família à Terra-Nai
A este cantar de Viana
Que de menino e moço rapaz
Me seduz e cativa e atrai!


Poema de Francisco Sampaio (A Voz da Romaria)









Continua…

domingo, 28 de setembro de 2008

20/23-08-2008 Senhora d’Agonia (7)

O Cortejo (4)

Caminhos de Santiago

Tal como a Corunha e Padrón, Viana era nos séculos XV e XVI importante Porto de embarque de Peregrinos.
Aliás, a semelhança entre a caravela de velas pandas (brasão de Viana) gravada na frontaria dos antigos Paços do Concelho e o tríptico de alabastro (séc.XV) sito na Catedral de Santiago de Compostela, Capela das Relíquias – A Barca da Pedra guiada por Anjos – diz-nos da presença Jacobeia em Terras de Viana.
Texto de Francisco Sampaio (A Voz da Romaria)

Pó, lama, sol e chuva,
são os Caminhos de Santiago.
Milhares de Peregrinos
e mais de mil anos de história!

O cortejo passava...
Inesperadamente, surgem estas imagens ali, à nossa frente...
No coração, o ritmo dispara e as lágrimas deslizam pela face!...
Deixo-vos apenas as fotos, pois não encontro palavras para descrever este momento.







Continua…

20/23-08-2008 Senhora d’Agonia (8)

Um pouco de história

«Em 1674 foi edificada uma Capela com a invocação de Bom Jesus do Santo Sepulcro do Calvário. Um pouco acima, ou seja, no ponto mais proeminente do sítio onde eram supliciados os condenados à morte - e daí, o designarem por «Cerro dos Enforcados» - erguia-se (e ainda se ergue) a capelinha da Senhora da Conceição. É aqui que nasce a História da maior romaria de Portugal. É aqui que nasce a devoção à Senhora d'Agonia, padroeira dos pescadores e do povo marinheiro de Viana do Castelo.
Por alturas de 1679, o dia 20 de Agosto era o único da romaria. A tradição aponta o ano de 1772 como sendo aquele em que pela primeira vez ela se mostrou mais rica de expressão, particularmente aos tão devotos olhos das gentes marinheiras.

Foi o mar e as gentes da Ribeira que fizeram nascer a festa, hoje uma das mais ricas em termos etnográficos e religiosos, já que foi a 20 de Agosto de 1968 que se fez pela primeira vez a Procissão da Senhora D'Agonia ao mar e em 1931 a primeira festa do traje no jardim público, a que se juntaram depois os desfiles de mordomia, cortejos etnográficos e históricos, feiras de artesanato regional.»
Texto (resumo): C.M.Viana do Castelo

Viana é
Cheiro a terra molhada
Grito de gaivota
Trabalho e dor
Viana é Amor!
(A Voz da Romaria)

Cerca de um milhão de pessoas assistiram este ano
a este maravilhoso espectáculo!

Quem abala de Viana,
Leva no peito a Agonia,
O Lima a correr no sangue,
Nos olhos Santa Luzia.
Maria Emília de Vasconcelos

Toda esta grandiosa Organização está de Parabéns!

A “Caramulinha” agradece!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O Outono

Recolhe-se a morrer a Natureza,
O ar é fruto e mosto. Nos pomares
O moribundo Outono põe a mesa
E despeja o seu sangue nos lagares.

A Natureza expira; e na tristeza
Da lenta morte que lhe vem dos ares
Morre em Paz, finda em sonho e em certeza,
Depois de abastecer todos os lares.

Anda na Vida a lentidão do sono.
Maternalmente, as árvores fraquíssimas,
Mal sustentam o fruto. O Inverno vem…

Assim expira o renascente Outono,
Em tardes que são mortes sereníssimas
De dias bons e que viveram bem!

Poema de Afonso Lopes Vieira

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

15-08-2008 PR1 Barcelos (1)

Caminhos de Chã de Arefe – 7km / circular

Olá, Amiguinhos

Já nos tinham avisado (assim como quem não quer a coisa) que este trilho actualmente não tem qualquer interesse, tal é o estado deplorável da falta de sinalização e de limpezas, uma vez que após o Monte de Arefe ter sido fustigado por incêndios há algum tempo atrás, foi deixado num quase total abandono.

Como gostamos de percursos com média de 10km, caminhando com calma e descontracção, para melhor usufruirmos de todos os componentes que os mesmos nos oferecem, pusemos à prova o nosso espírito de aventura e viemos ver pelos nossos próprios olhos e percorrê-lo pelos nossos próprios pés, “sem medos”!
Constatamos que, na realidade, as Entidades que o promoveram e “outras” continuam a divulgar os dois PR’s de Barcelos (o PR2 Monte da Saia não sei em que condições estará?), como chamamento turístico aos Amantes da Natureza em geral.
Estes acorrem aos convites porque realmente amam e gostam dos trilhos, das montanhas e dos rios que as “Terras de Faria” são férteis em beleza mas, neste caso particular, Barcelos esqueceu-se dos Pedestrianistas.
Os Caminheiros, por sua vez, não querem vir apenas para comer e dormir e se o Caminho de Santiago é o que está em boas condições para caminhar, não dá para estar sempre a repetir.
O Vale do Rio Neiva é duma beleza tão grande que há tanto para explorar e dar a conhecer a toda a gente as riquezas naturais desta próspera região.
A “Caramulinha” gostava, num futuro próximo, (para além deste PR1 devidamente recuperado) de ver mais percursos sinalizados e divulgados desta bela região do Minho e achamos que os mesmos são um forte motivo de atracção turística, de engrandecimento e mais valias económicas e sociais para qualquer região.
A “Caramulinha” agradece!
Até lá, Companheiros e Amigos, puxem pela imaginação e transcendam-se em aventuras com aquele espírito positivo e por vezes sofrível que só os verdadeiros Caminheiros e Amantes da Natureza possuem!

Fotos da Caminhada










Continua...

15-08-2008 PR1 Barcelos (2)

Caminhos de Chã de Arefe – 7km / circular

O Rio Neiva

O Rio Neiva nasce na mais alta serra sobranceira ao seu vale, o Monte Oural, da Freguesia de Godinhanços, Concelho de Vila Verde.

Corre quase sempre num leito apertado ao longo de 40km e desagua no Oceano Atlântico em Castelo de Neiva. Os Romanos chamavam-lhe “Nebis”.

Ao longo do seu curso, tem, da nascente até à foz, 38 pontes (algumas de origem românica) e 95 levadas com seus açudes, que desviavam a água para “força motriz” dos moinhos e das típicas azenhas.

No princípio da Nacionalidade, tal como outros rios, o Rio Neiva delimitava uma circunscrição geográfica, de origem eclesiástica, denominada “Terra de Neiva”, que era formada pelas freguesias encaixadas ao longo do vale.

A indústria da moagem neste rio foi das mais importantes em Portugal.
Galga de um modo geral por terrenos férteis e sem grandes declives e nas suas margens a paisagem é deslumbrante, pelo denso e verdejante arvoredo, onde predominam os salgueiros, amieiros, choupos e freixos, que ensombram uma inúmera quantidade de plantas.

A fauna é riquíssima, podendo, pela luz da aurora, ser avistada a raposa, a lontra e até javalis.
As aves, como o guarda – rios, o gaio, o melro e o cuco, fazem companhia ao pardal comum que se vê em maior número.
No solo, próximo da água, rastejam cobras, toupeiras e ratos de água, rãs e salamandras.
Nas suas águas, ainda pouco poluídas, nadam trutas, lampreias, barbos, escalos e bogas.

As margens e as pequenas praias, geralmente próximo das ruínas das antigas azenhas, convidam a um passeio refrescante e sereno, ouvindo o cantar dos pássaros e o rumorejar das quedas de água que se precipitam dos açudes.

Foi num desses pitorescos lugares, na Tregosa, que viemos passar a tarde e descansar da caminhada da manhã.
Por não sabermos da qualidade da sua água, molhamos as mãos e os pés e tomamos uns relaxantes banhos de ………sol.

Até à próxima aventura.
Beijinhos da “Caramulinha”

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Acampamento em Góis (1)

12 a 15 de Agosto de 2008
Dois elementos do nosso Grupo, em pleno período de merecidas Férias, (não quis o calendário juntar o grupinho todo) resolveu ir acampar uns dias a Góis, belíssima região do Centro de Portugal.
Esta terra atraente é o encontro perfeito entre o rio e a montanha.

«Com mais de 8 séculos de existência, a Vila de Góis está situada a 40 Km de Coimbra, num vale (Vale do Ceira) estreito e profundo, entre as serras do Carvalhal e do Rabadão.

No conjunto arquitectónico, formado pela Igreja Matriz, é desta época também a construção do túmulo de D. Luis da Silveira. Obra importante renascentista, na qual trabalharam artistas como Diogo de Castilho, Filipe Hodart e João de Ruão.

A Ponte Manuelina, é igualmente, uma estrutura viária de grande importância que, com os seus 3 arcos, simboliza toda uma época, sendo considerada património nacional.Os tectos apainelados dos Paços do Concelho, são uma obra de grande valor artístico onde são representadas figuras bíblicas e de fantasia, igualmente considerados monumento nacional.O Castelo de Góis, é igualmente um local onde a história e a beleza paisagística se entrecruzam, obtendo-se uma linda panorâmica da Vila, num horizonte muito alargado.
Se a história de Góis é rica, o presente é hoje uma realidade que se saúda. Neste sentido, tem vindo o actual executivo camarário a levar a efeito um conjunto de obras a nível da Educação, da Saúde, assim como da Cultura, do Desporto, Tempos Livres e da Rede Viária e de saneamento básico com vista a promover o desenvolvimento local.

O conjunto de acções e investimentos verificados nos últimos anos, permite que Góis hoje ofereça aos seus habitantes um moderno Parque de Campismo, as Praias Fluviais, o parque do Cerejal, o Cerro da Candosa e o Penedo de Góis, que são, no seu todo, suportes indispensáveis à valorização e ao desenvolvimento, que marcam uma época.

Em redor de Góis damos um passeio por um vale de sonho, cruzando pontes centenárias, paisagens bucólicas, onde o socalco é rei. Esbeltas florestas pelas Serra do Rabadão e do Carvalhal, ou por recantos, onde o Rio Ceira salta com eterna impetuosidade, sobre a majestosa fraga na qual se ergue a Ermida da Nossa Senhora da Candosa. A Natureza foi de facto generosa e fez de Góis o encontro perfeito entre o Rio e a Montanha.»
Texto (resumo) C.M.Góis

Continua…