sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

19-10-2008 Vale do Ave (1)

Santo Tirso
Mosteiro de S. Bento / Museu Municipal


Num agradável dia Outonal, o Grupo Familiar “Caramulinha” efectuou um pacato passeio por alguns locais emblemáticos de Santo Tirso, cidade encaixada nesse histórico e riquíssimo Vale do Ave.

Caminhamos pelo belo Parque D. Maria II, local bastante aprazível, ornamentado com jardins de flores, plátanos e palmeiras, que lhe transmitem tanta beleza. Evidenciam-se também o coreto, um parque infantil e uma telúrica cascata de água.
Do miradouro avistamos o Mosteiro de São Bento e o sereno Rio Ave. Ao longe, lá no alto, vislumbra-se o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, que já conhecemos há alguns anos, quando percorremos esse emblemático trilho “À descoberta da Nascente do Rio Leça”, no Monte Córdova.



Mas hoje, quisemos conhecer mais pormenorizadamente o Mosteiro de S. Bento, ex-libris do património religioso edificado desta bela região e efectuar também essa cultural visita, à muito adiada, ao Museu Municipal Abade de Pedrosa, que funciona numa ala do Convento deste antigo Mosteiro.

O Museu Municipal Abade Pedrosa foi inaugurado em 1989 e ao longo destes anos foi sendo mais enriquecido com objectos arqueológicos de recentes escavações no Castro do Monte Padrão ou antigo Castro do Monte Córdova.
Tem já quatro salas de exposição permanente de arqueologia do concelho, desde a Pré-História á Idade Média.

Logo à entrada do Museu Municipal Abade Pedrosa ficamos impressionados com aquele espectacular “Brasão Beneditino” simbologia do Mosteiro de São Bento.
Foram tantas as divisões ou repartições que visitamos do Museu Abade de Pedrosa, da Igreja do Mosteiro, dos Claustros e escadarias que, no final já nos sentíamos algo baralhados com tanto pormenor histórico que acabávamos de ficar a conhecer.

Continua…

19-10-2008 Vale do Ave (2)

Santo Tirso
Mosteiro de S. Bento / Museu Municipal

«Uma das mais importantes casas beneditinas portuguesas foi edificada em Santo Tirso e consagrada ao fundador desta Ordem religiosa, o monge italiano Bento de Núrsia. As notícias sobre a origem deste mosteiro são escassas, mas sabe-se da sua existência antes de 997, ano em que os muçulmanos comandados por Almançor o arrasariam. S. Bento ia recebendo doações várias e ganhando maior prestígio no seio da comunidade tirsense, vindo a ser reformado nos finais do século XI. Contudo, das edificações anteriores ao século XIV nada subsiste, com excepção de algumas lápides do século XII. A volumetria actual da igreja é obra da segunda metade do século XVII, enquanto a zona do mosteiro foi edificada no último quartel de Setecentos, de acordo com a estética rocaille .
Durante a segunda invasão francesa, uma parte dos tesouros conventuais foram roubados. A espoliação de livros e alfaias de culto prosseguiu com a extinção das Ordens religiosas em 1834 e o consequente abandono do mosteiro pela congregação beneditina. A cerca e várias dependências conventuais seriam vendidas pelo Estado, sendo estas adquiridas em 1882 pelo conde de S. Bento. Contudo, nos inícios do século XX, um incêndio destruiu parte desta ala do cenóbio, restaurada posteriormente por familiares desta figura da nobreza local.

O arquitecto da Igreja de S. Bento foi frei João Torriano, engenheiro-mor do Reino no tempo de D. João IV, filho de Leonardo Torriano, anterior titular deste cargo régio. O projecto inicial de João Torriano foi alterado e simplificado, possivelmente por questões económicas, tendo as obras começado em 1659. A austera fachada da igreja apresenta-se dividida em três corpos, sobressaindo na parte superior as duas torres sineiras, recuadas e cobertas por coruchéus triangulares azulejados. O andar térreo é formado por galilé de três arcos de volta perfeita, sendo os panos da fachada ritmados por grandes pilastras. No alinhamento dos arcos estão três nichos com estátuas de santos, sobrepujados por igual número de janelas rectangulares. Forte cornija, flanqueada por plintos com pináculos, sustenta um anguloso frontão com o tímpano preenchido por janela semicircular tripartida. O perfil da fachada prolonga-se numa das faces por linhas descendentes contracurvadas.
Contíguo à igreja desenvolve-se o convento de harmoniosas linhas rocaille , marcando a extensa fachada janelas de belo recorte barroquizante. Destaca-se ainda a denominada Porta Branca , movimentada composição do barroco final possuindo desenvolvido entablamento contracurvado, com o escudo da Ordem de S. Bento ao centro, assente em colunas erguidas sobre pedestais.

Com uma planta em cruz latina, o interior do templo é marcado por uma atmosfera rica e surpreendente, que lhe é conferida pelo excelente trabalho de talha rocaille . A sua ampla nave é coberta por abóbada de berço e ornamentada por estuques. Uma grade de ferro, realizada por frei José de Sto. António Vilaça cerca de 1780, separa a nave do transepto, estando reservado este espaço e o da capela-mor aos monges beneditinos. Os altares laterais da nave são cobertos por estruturas de talha rocaille, da autoria de frei José Vilaça, engrandecidas pelas movimentadas esculturas barrocas, em madeira estofada e pintada, atribuídas a frei Cipriano da Cruz, para além de uma Sagrada Família setecentista e de uma escultura da Virgem com o Menino, obra do século XVI. Os ondulantes púlpitos são, igualmente, obra de frei José Vilaça e datados do último quartel do século XVIII, apresentando cobertura de elaborados dosséis rematados pelas figuras de S. Miguel, no lado do Evangelho, e da Caridade, no lado oposto da Epístola. Frei José Vilaça deixaria a sua marca superior em composições de talha do último quartel do século XVIIII, como são os casos das belas sanefas das janelas, em vários altares e no magnífico cadeiral do coro, decorado com relevos entalhados contando a vida de S. Bento.

A par destas elaboradas estruturas de talha, acresce o valor superior da escultura seiscentista de frei Cipriano da Cruz, enriquecendo a soberba talha do barroco nacional seiscentista dos altares do transepto. Bela e elaborada composição de barroca talha dourada é o movimentado retábulo-mor, de Estilo Nacional dos finais do século XVII, sublinhado pela qualidade plástica das imagens de S. Bento e de Santa Escolástica. Das várias dependências conventuais, o destaque vai para a capela monástica com o seu revestimento de azulejos seiscentistas alusivos à vida de Cristo, bem como as galerias seiscentistas do seu pátio, de arcos de volta perfeita assentes em robustas colunas da ordem toscana.

Testemunho das remodelações medievais é o harmonioso claustro trecentista, com a sua galeria de arcos ogivais assentes em conjuntos de colunas duplas com capitéis preenchidos por arcaizantes composições escultóricas de motivos zoomórficos, vegetalistas e de figuração humana. Num dos ângulos das galerias do claustro ainda é visível uma escultura gótica da Virgem com o Menino. No centro do claustro ergue-se uma esbelta fonte com tanque de linhas polilobadas, obra executada em granito e datada de 1649. Corre sobre a galeria gótica um andar superior, construção setecentista que serviu como residência paroquial e que, actualmente, guarda algumas das melhores obras de arte deste mosteiro de Santo Tirso.»
Texto: Mosteiro de S. Bento. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora,2003-2008.

Continua…

19-10-2008 Vale do Ave (3)

Santo Tirso
Mosteiro de S. Bento / Museu Municipal


Hoje foi um dia que, sem dúvida, enriquecemos os nossos parcos conhecimentos sobre a arquitectura religiosa edificada desta região, assim como ficamos a conhecer muitos e raros objectos arqueológicos que conseguiram chegar aos nossos dias sem terem sido pilhados. Quanto do nosso património desapareceu e se encontra espalhado pelo Mundo nas colecções particulares de alguns abastados?!

Deixamos assim, neste blogue o testemunho para quem gostar desta cultura, igualmente visitem estas relíquias, enriquecendo os conhecimentos e aprofundando mais o gosto pelas artes da arqueologia e arquitectura antiga em Portugal.

O Património Nacional só terá valor, se o visitarmos e divulgarmos às gerações actuais e futuras, orgulhosos das provas de sabedoria e arte que muitos dos nossos antepassados souberam construir e quiçá, com tantos sacrifícios nos deixaram.
Pela mesma razão temos obrigação de tudo fazermos para o preservar!

Visitem e divulguem o nosso Património, para bem de todos!

A “Caramulinha” agradece!

sábado, 6 de dezembro de 2008

O Meu Presépio

…este Ano, tem apenas dois figurantes:


Yaroslav Tarnavskyy e “Smart”

O espaço envolvente ao Templo do Bom Jesus de Matosinhos, é todo ele um cenário bucólico, romântico e sereno, que ao longo dos tempos foi crescendo e se transformando.
Seculares plátanos abrigam bancos de pedra e canteiros entrelaçados que embelezam o património edificado, desde o adro até às Capelinhas e chafarizes.

Nalguns lugares, do sopé dos canteiros sobem pequenas grutas de pedra e cimento em chão de terra batida, que os ornamentam, dando mais romantismo a este local.
Quantos já aqui se apaixonaram e prometeram continuar juntos pela vida fora e para gáudio alguns poetas escreveram versos apaixonantes e pintores criaram telas divinais.

Mas, (ironia do destino?!) numa dessas grutas que na Romaria eu vi crianças a brincar, serve agora de “abrigo” onde dormem o Yaroslav, emigrante da Macedónia e o “Smart”, seu único amigo, cão negro que, tal como ele, estava abandonado na rua e trouxe para junto de si.
É tempo de Inverno, chuvoso e frio e aquele “buraco” está exposto às intempéries.

Sobre o tecto da gruta, ilusoriamente colocou um plástico que lhe deram para “amenizar” as infiltrações, pois a chuva também é “muito curiosa” e gosta de ir ter com aqueles corpos que no bafo das trevas estão dormindo altas horas da noite.
Os ventos tenebrosos entram por todos os lados, zumbindo gemidos gritantes!

No chão, cartões fazem de colchão, quando se deitam juntos, para se aquecerem, envoltos nos sacos-cama que alguém lhe deu. Ao lado, alguma roupa e tralhas.
Numa das entradas, recipientes de plástico para a água e comida do “Smart”, bem como duas lamparinas de cera, que acenderá, se poder, um pouco antes de adormecer.
Recolheu um pequeno feixe de paus mas sem vestígios que alguma vez já tivesse acendido lume, para se aquecer ou aquecer algo, pois nem se vê qualquer louça.
Vives aqui nesta miséria? Não tens mais ninguém? Mais nada? – perguntamos.

- Não! De meu só tenho o “Smart”!
Um forte arrepio, como um relâmpago gelado, correu todo o meu corpo e não aguentei, sem chorar na frente deles!
Nos meus ouvidos, parecia que um disco arranhado encravou e não queria parar, repetindo por longos momentos aquela cortante frase: «Só tenho o “Smart”! Só tenho o “Smart”!....»
Pára! Não chores!... murmurei para comigo.
Não vês que pasmas os dois e ofuscas o som do sino, que está a dar as 11.00H ?!

Alguns fiéis saem na porta da Igreja e outros cá fora acendem lamparinas mas… ninguém repara nesta pobreza, nesta solidão!
Estou tão triste!
Na minha velha casa tenho mesa, uma boa cama quente e uma toalha de linho, que limpo o rosto. Aqui, nada!
Já há duas semanas que os dias são cinzentos e chuvosos.
Com esta melancolia, eu vinha calcorreando caminhos e veredas, à procura dum cenário fora da rotina, que me transmitisse aquela mensagem, aquele motivo que contagia e desperta para o espírito natalício. Mas, “Ele” acabava sempre por me fugir

Sem dar conta, surge-me essa “mensagem” ali, testemunho da solidão, naquela gruta, diante dos meus olhos, para rasgar o coração!
Ajude-me, por favor! – diz-nos Yaroslav.
Toma alguns euros e vai comprar pão, disse-lhe.
Mas, …sou um pobre cidadão anónimo… como é que te posso ajudar?...pensei.
Num ápice, lembrei-me:
- Olha, tenho um blogue na Net e posso denunciar o teu caso. Pode ser que alguma Entidade competente com responsabilidades civis e humanas que não saibam, tomem conhecimento deste caso e numa atitude consciencializada se disponibilizem para te ajudar.

Tu és mais um caso desse grande problema da imigração de Leste, quiçá clandestina.
- Eu já trabalhei na Maia mas, aleijei-me (arregaçando a manga mostra uma cicatriz no antebraço) e depois despediram-me. Deixei de poder pagar a renda da casa. – diz Yaroslav.
Ficaste sem casa e vieste para aqui dormir, para perto da Igreja, a Casa de Deus?
Ninguém te vê? Há quanto tempo estás aqui?
- Ninguém me ajuda! Eu estou calado! Sozinho com o “Smart”!
Se calhar, (pensei eu) … vieste para aqui e no teu silêncio, um silêncio acusador que não sendo violento e sem te manifestares, pode vir acordar alguém que dorme em cama lavada e quando aqui passa nem repara em ti, pois fragilizado és incapaz de reclamar justiça.

Se alguém tiver já denunciado este caso, que nos desculpe pois, desconhecemos que esteja a ser tomada qualquer acção de ajuda.
A todos que visitam este blogue (inclusive jornalistas) suplicamos:
Venham ver pelos vossos próprios olhos, denunciem e divulguem este caso. Façam o que estiver ao vosso alcance, para que alguém tome as devidas providências. Quem dera, quando chegar a noite de Natal, o Yaroslav tenha, já pelo menos, uma cama digna para dormir e na ceia esteja sentado numa mesa própria de um ser humano, quiçá por acção da Autarquia, Assistência Social ou qualquer Entidade do Estado que dê apoio à pobreza extrema!
Nessa noite, eu queria passar por aqui e no Céu de Matosinhos só ver estrelas a brilhar.
Depois, fechar os meus olhos e suspirando de alívio, murmurar baixinho: Bendito Seja Deus!

Para ti, Yaroslav, dedico este poema de esperança da autoria do “Grande Mestre” Leceiro, António Carneiro:

Caminho da Verdade

Venho da rua. Um inebriamento
De formas e de cores abalou
Um momento o meu ser, onde pousou
Numa interrogação o desalento.

No silêncio do lar as mãos ansiosas
Levanto, e cerro os olhos cismador.
Todas as sombras logo em redor
De mim vêm alinhar-se carinhosas…

Que tens, pobre amoroso? Duvidaste?
Viste só com os olhos e cegaste…
Vê com a Alma, amigo. Põe constante

O coração nas coisas. Ama, crê!
A verdade é em ti, amigo, sê
Tu mesmo e achá-la-ás a todo o instante!...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Nota da Autoria do Blogue : Há limites?

Socorro!
Professores de Matosinhos passaram a noite numa aldeia, cercados pela neve!

Olá
Neste nosso e (Vosso!) blogue, queremos (neste momento de grande pressão psicológica para todos os intervenientes na aventura) deixar aqui a nossa mensagem de solidariedade e conforto, (independentemente da sua categoria profissional, embora alguns órgãos de comunicação quiseram realçar que se tratava de 36 professores) ao Grupo de Excursionistas/Caminheiros, (incluindo alguns menores)que no passado sábado foram efectuar uma caminhada e desfrutar de toda a beleza que a Serra de S. Macário, na região de S. Pedro do Sul, tem de tão maravilhoso para nos oferecer.
Nós sabemos, por experiência própria, o quão difícil é, por vezes, reunir algumas dezenas de Amantes da Natureza e do Pedestrianismo, e marcar uma data sempre muito atempadamente, que depois, por qualquer motivo, já é praticamente, na envolvente logística quase impossível de alterar.
Todavia, este é mais um, entre outros casos que todos os anos acontecem com "Caminheiros e Organizadores" mais aventureiros que se esquecem que a Natureza e factores meteorológicos naquele dia (tão especial para os intervenientes) acontecem, pois a “Vida” não espera por ninguém.
É nestes momentos difíceis que se retiram ilações a corrigir, nomeadamente para quem organiza Eventos e conduz massas humanas. Senão, porventura na próxima, a neve e o frio vão voltar e gelar as pessoas! O socorro vai ser difícil e demorado! O pesadelo vai ferir e desanimar!

O “Eterno Naturalista” Miguel Torga, um dia descreveu o seu Perfil:

Não. Não tenho limites.
Quero de tudo
Tudo.
O ramo que sacudo
Fica varejado.
Já nascido em pecado,
Todos os meus pecados são mortais.
Todos tão naturais
À minha condição,
Que quando, por excepção,
Os não pratico
É que me mortifico.
Alma perdida
Antes de se perder,
Sou uma fome incontida
De viver.
E o que redime a vida
É ela não caber
Em nenhuma medida.


Mas nós, perguntamos: Afinal… há limites?!

domingo, 30 de novembro de 2008

12-10-2008 Aldeia de Quintandona (1)

Freguesia de Lagares - Penafiel
Vale do Sousa

«A aldeia de Quintandona é um lugar da Freguesia de Lagares, concelho de Penafiel. A história de Lagares remonta a épocas recuadas. A influência dos romanos atesta esta afirmação. Com efeito, alguns dos seus topónimos são de origem latina, nomeadamente Quintandona (de Quinta de Ónega ou de Dona Ónega), segundo A. de Almeida Fernandes.

Quintandona, juntamente com Escariz e Ordins, terá sido um núcleo populacional fundamental para a organização deste território. A ocupação remontará à época do povoamento, que teve lugar por meados do séc. VI.
Segundo J. Monteiro de Aguiar, os primeiros documentos escritos referentes à “villa de Lagares” datam de 1088.

No Foral Manuelino de Penafiel, o Rei Venturoso não esquece alguns casais de Lagares, exigindo tributos para consolidação das finanças régias, reforçando o poder central. Desses casais, cinco eram de Quintandona e pagavam nove reais cada um.
Hoje, a aldeia de Quintandona, consiste numa aldeia típica preservada, com uma beleza e arquitectura singulares.

Na verdade, as características arquitectónicas do património que a define, a combinação do xisto, com granito amarelo e ardósia, e a paisagem agrícola e florestal que a envolve, quando “descobertas” pelas gentes urbanas das proximidades, conduzirão a uma fervorosa procura por este local.

A preservação da arquitectura do edificado de Quintandona, bem como a requalificação dos espaços, deve-se ao empenho da Câmara Municipal de Penafiel, com a colaboração da Junta de Freguesia de Lagares e dos habitantes de Quintandona, através de um projecto apresentado pela ADER-SOUSA, no âmbito da sub-acção 7.1 da Medida AGRIS, restituindo à aldeia todo o encanto de outrora.

O actual lugar de Quintandona tem à volta de 64 habitantes com uma média de idades de 34 anos. Tem-se notado nos últimos tempos uma forte procura de casas e terrenos para compra e uma maior fixação de casais jovens neste lugar. Muitas gentes que visitam Quintandona começam a procurar um espaço para Turismo Rural e uma busca pelos sabores e tradições desta Aldeia.»

Continua…

12-10-2008 Aldeia de Quintandona (2)

Freguesia de Lagares - Penafiel
Vale do Sousa


Castro do Monte Mozinho

Porque era também nosso propósito, no final deste agradável passeio pela Aldeia de Quintandona, deslocamo-nos 8 km deste local até à Freguesia de Oldrões (Galegos) – Penafiel, a fim de conhecermos fisicamente a “Cidade Morta”, tal como é conhecido o Castro do Monte Mozinho, importante conjunto de vestígios arqueológicos romanos.

«Povoado castrejo de época romana, fundado no século I d.C. mas com uma ampla cronologia de ocupação, que chega mesmo a atingir o século V.

Fortificado com duas linhas de muralhas, o castro possui uma extensa área habitada, com cerca de 22 hectares, e apresenta diversas reformulações urbanísticas, sendo possível observar vários tipos de construção, desde núcleos de casas-pátio de tradição castreja, com compartimentos circulares e vestíbulo, às complexas habitações romanas de planta quadrada ou rectangular.

Na parte superior do castro destaca-se a muralha do século I, cuja entrada era flanqueada por dois torreões onde se encontravam duas estátuas de guerreiros galaicos, actualmente no Museu Municipal.

O topo do castro é coroado pela acrópole, delimitada por um espesso muro e estéril em construções interiores. Aí se desenrolariam actividades várias, como jogos, assembleias, mercado, etc.

As escavações no castro de Monte Mozinho tiveram início em 1943, retomadas em 1974, e desde então não mais pararam, podendo o espólio ser visto no Museu Municipal de Penafiel.» Classificação: I.I.P., Decreto N.º 37077, de 29 de Setembro de 1948
Texto: C.M.Penafiel

Continua...