sexta-feira, 25 de setembro de 2009
EU VI A LUZ EM UM PAÍS PERDIDO
Eu vi a luz em um país perdido.
A minha alma é lânguida e inerme.
Oh! Quem pudesse deslizar sem ruído!
No chão sumir-se, como faz um verme…
Camilo Pessanha
sábado, 19 de setembro de 2009
22-08-2009 Trilhos do Vouga (1)
Oliveira de Frades
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
Olá
Neste agradável dia de Verão, deslocamo-nos à pitoresca vila de Oliveira de Frades.
Aí chegados pela manhã, após tomarmos um agradável pequeno-almoço numa típica confeitaria do local, efectuamos um pequeno passeio ao redor do centro desta simpática vila, conhecendo algum do seu património edificado.
Neste agradável dia de Verão, deslocamo-nos à pitoresca vila de Oliveira de Frades.
Aí chegados pela manhã, após tomarmos um agradável pequeno-almoço numa típica confeitaria do local, efectuamos um pequeno passeio ao redor do centro desta simpática vila, conhecendo algum do seu património edificado.
De seguida, fomos percorrer o agradável Percurso do Cunhedo, um dos percursos sinalizados dos “Trilhos do Vouga”, perfeitamente adaptado a todos os escalões etários de Caminheiros que já gostam e dos que no futuro se queiram apaixonar por esta fantástica modalidade: o Pedestrianismo.
Sendo um percurso linear com 2 km ao longo da deslumbrante margem esquerda do Vouga e muito fácil de percorrer em qualquer altura do ano, tem no entanto a particularidade de se transformar em circular na época de Verão, em virtude do baixo caudal do Rio Vouga e que nos permite atravessá-lo nas poldras, próximo ao lugar de Porto de Areias.
Assim fizemos e depois de descermos às poldras a meio do trilho, desfrutamos duma paisagem bucólica e deslumbrante que o leito do rio e as montanhas envolventes proporcionam, regalamo-nos também com relaxantes e temperados banhos nas suas (aqui) límpidas águas. Já sabe que quando aqui vier no Verão não se esqueça do fato de banho. São momentos tão agradáveis que não se podem perder.
Depois de cerca de duas horas a banhos de água e sol, atravessamos as poldras e regressamos pelo caminho com um pouco mais de altitude da margem direita do imponente Rio Vouga, que nos vai levar novamente à Ponte do Cunhedo.
De regresso à vila de Oliveira de Frades cerca das 13.00h, fomos abastecer-nos de churrascos e saladas ao supermercado Pingo Doce (a vitela de Lafões fica para a próxima), indo de seguida passar uma relaxante tarde à já nossa conhecida Praia Fluvial de Porto Várzea, em Campiã, Vouzela.
Continua…
22-08-2009 Trilhos do Vouga (2)
Oliveira de Frades
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
Dólmen de Antelas
Um sepulcro-templo do Neolítico final
A “Anta pintada de Antelas” está localizada na Serra das Talhadas, lugar de Antelas, na freguesia de Pinheiro (outrora Pinheiro de Lafões), do concelho de Oliveira de Frades.
É um monumento nacional desde 1990, devido à importância das pinturas rupestres, a vermelho e a preto, que decoram a sua câmara. Está totalmente coberta do modo como foi primitivamente construída e é também uma das melhores e mais bem conservadas de toda a Península Ibérica.
Estudos sobre as datas presumem que a sua construção terá ocorrido no IV milénio a.C.É constituída por uma câmara funerária, com oito esteios de granito, com cerca de 2,5 m de altura, e um corredor ortostático, diferenciado da câmara, em altura e em planta, abrindo-se aproximadamente a nascente.No interior da câmara todos os esteios têm pinturas bem conservadas e algumas pequenas esculturas, com representações geométricas, abstractas e figurativas (a cor de sangue predomina) que poderão ser representações dos sepultados, símbolos de purificação, deuses, figuras astrais e elementos da natureza, constituindo a pedra da cabeceira, o centro da composição pictórica.
Um sepulcro-templo do Neolítico final
A “Anta pintada de Antelas” está localizada na Serra das Talhadas, lugar de Antelas, na freguesia de Pinheiro (outrora Pinheiro de Lafões), do concelho de Oliveira de Frades.
É um monumento nacional desde 1990, devido à importância das pinturas rupestres, a vermelho e a preto, que decoram a sua câmara. Está totalmente coberta do modo como foi primitivamente construída e é também uma das melhores e mais bem conservadas de toda a Península Ibérica.
Estudos sobre as datas presumem que a sua construção terá ocorrido no IV milénio a.C.É constituída por uma câmara funerária, com oito esteios de granito, com cerca de 2,5 m de altura, e um corredor ortostático, diferenciado da câmara, em altura e em planta, abrindo-se aproximadamente a nascente.No interior da câmara todos os esteios têm pinturas bem conservadas e algumas pequenas esculturas, com representações geométricas, abstractas e figurativas (a cor de sangue predomina) que poderão ser representações dos sepultados, símbolos de purificação, deuses, figuras astrais e elementos da natureza, constituindo a pedra da cabeceira, o centro da composição pictórica.
Compilação de textos sobre pesquisas do “dólmen de Antelas”
Nota: Informaram-nos na região que por via de algum vandalismo a que o monumento estava a ser alvo, mais concretamente a curiosidade fanática e raspagens nas pinturas rupestres no seu interior, já há algum tempo que a Câmara de Oliveira de Frades como medida de precaução e conservação do património, mandou construir uma porta e encerrou o livre acesso ao interior do monumento.
Agora, só solicitando à Câmara ou ao Turismo mediante marcação, é que se poderá visitar este antiquíssimo templo sepulcral.
Assim, também nós demos com a porta fechada. É a vida!
Continua…
Agora, só solicitando à Câmara ou ao Turismo mediante marcação, é que se poderá visitar este antiquíssimo templo sepulcral.
Assim, também nós demos com a porta fechada. É a vida!
Continua…
22-08-2009 Trilhos do Vouga (3)
Oliveira de Frades
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
Oliveira de Frades
Oliveira de Frades é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro e sub-região do Dão-Lafões. É sede de um município com 147,45 km² de área e subdividido em 12 freguesias.
Trata-se de um dos poucos municípios de Portugal territorialmente descontínuos, consistindo de duas porções, uma principal, de maiores dimensões, onde se situa a vila, e a outra menor, poucos quilómetros para sueste. O território principal é limitado a nordeste pelo município de São Pedro do Sul, a sueste por Vouzela, a sudoeste por Águeda, a oeste por Sever do Vouga e a noroeste por Vale de Cambra. O território secundário é limitado a norte e nordeste por Vouzela, a sul e sudoeste por Tondela e a oeste por Águeda.O Concelho foi criado em 1836 por desmembramento do concelho de Lafões nos actuais concelhos de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela.
Texto (resumo): Wikipédia, a enciclopédia livre
Oliveira de Frades é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro e sub-região do Dão-Lafões. É sede de um município com 147,45 km² de área e subdividido em 12 freguesias.
Trata-se de um dos poucos municípios de Portugal territorialmente descontínuos, consistindo de duas porções, uma principal, de maiores dimensões, onde se situa a vila, e a outra menor, poucos quilómetros para sueste. O território principal é limitado a nordeste pelo município de São Pedro do Sul, a sueste por Vouzela, a sudoeste por Águeda, a oeste por Sever do Vouga e a noroeste por Vale de Cambra. O território secundário é limitado a norte e nordeste por Vouzela, a sul e sudoeste por Tondela e a oeste por Águeda.O Concelho foi criado em 1836 por desmembramento do concelho de Lafões nos actuais concelhos de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela.
Texto (resumo): Wikipédia, a enciclopédia livre
Continua…
22-08-2009 Trilhos do Vouga (4)
Oliveira de Frades
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
Belos momentos na Praia Fluvial de Porto Várzea
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
Belos momentos na Praia Fluvial de Porto Várzea
No snack-bar da Praia Fluvial, à conversa com o Sr. Francisco, este proprietário esclareceu-nos uma vez mais que ainda não servem refeições no local mas, as pessoas que queiram almoçar antes de virem para a Praia Fluvial, podem fazê-lo no Restaurante “o Loendro” ali bem perto, na estrada nacional antes da nova rotunda onde se vira para Porto Várzea.
Aqui fica a informação para os interessados e para quem já nos tem perguntado.
Mas a vida não pára e ao cair da tarde regressamos satisfeitos de mais um dia bem passado em família, num contacto directo com a Natureza nestes esplendorosos lugares de Portugal.
Continua…
Aqui fica a informação para os interessados e para quem já nos tem perguntado.
Mas a vida não pára e ao cair da tarde regressamos satisfeitos de mais um dia bem passado em família, num contacto directo com a Natureza nestes esplendorosos lugares de Portugal.
Continua…
22-08-2009 Trilhos do Vouga (5)
Oliveira de Frades
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
à água para o silêncio vir à tona.
O mundo, que os sentidos tonificam,
surgia-nos então todo enterrado
na nossa própria carne, envolto
por vezes em ferozes transparências
que as pedras acirravam
sem outro intuito além do de extraírem
às águas o silêncio que as unia.
Poema de Luís Miguel Nava
Caminho
sem pés e sem sonhos
só com a respiração e a cadência
da muda passagem dos sopros
caminho como um remo que se afunda.
Os redemoinhos sorvem as nuvens e os peixes
para que a elevação e a profundidade se conjuguem.
Avanço sem jugo e ando longe
de caminhar sobre as águas do Céu.
Poema de Daniel Faria
Percurso do Cunhedo – 4km / Circular
Poesia
Atirávamos pedrasà água para o silêncio vir à tona.
O mundo, que os sentidos tonificam,
surgia-nos então todo enterrado
na nossa própria carne, envolto
por vezes em ferozes transparências
que as pedras acirravam
sem outro intuito além do de extraírem
às águas o silêncio que as unia.
Poema de Luís Miguel Nava
Caminho
sem pés e sem sonhos
só com a respiração e a cadência
da muda passagem dos sopros
caminho como um remo que se afunda.
Os redemoinhos sorvem as nuvens e os peixes
para que a elevação e a profundidade se conjuguem.
Avanço sem jugo e ando longe
de caminhar sobre as águas do Céu.
Poema de Daniel Faria
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Verão
…no Vale da Ribeira de Picoutos
(Rio Picotos - S. Mamede de Infesta)
Mágoa
Medas de trigo ao sol - Agosto,
Tudo o calor do Sonho amadurece;
Só a amargura do meu rosto
Permanece!
Até me lembro que não sou da vida!
Que não pertence à terra esta tristeza…
Que sou qualquer desgraça acontecida
Fora do seio-mãe da natureza.
E contudo não sei de criatura
Que mais deseje ter esta alegria
De um fruto azedo que arrancou doçura
Do céu, das pedras e da luz do dia.
Poema de Miguel Torga
Poema de Miguel Torga
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