segunda-feira, 21 de junho de 2010

Praia Fluvial de Porto Várzea

Campia 19-06-2010

Olá!

Numa tentativa de esquecer a Crise e o nervosismo do Mundial, decidimos voltar a esta bela praia fluvial e passar uma esplêndida tarde repleta de sol, mergulhos, pescaria e boa disposição!
Deixamos aqui algumas fotos para vos abrir o apetite e visitar este cantinho :)

(Claro que os peixinhos, que dois pescadores de palmo e meio nos informaram que eram pequenas percas, foram rapidamente devolvidos ao rio.)

Uma tarde a repetir, sem dúvida!

Abraço da Marita

domingo, 20 de junho de 2010

Faleceu José Saramago – 1922 / 2010

O escritor e grande romancista José Saramago faleceu sexta-feira, 18 de Junho de 2010, pelas 12.30h quando o Sol raiava em sua casa da Vila de Tias, na ilha de Lanzarote, Espanha, com 87 anos de idade.
Nasceu na aldeia de Azinhaga, concelho da Golegã, ao dia 16 de Novembro de 1922.
A sua vida não foi fácil. Inteligente, fez o ensino secundário mas não pôde continuar a estudar, devido às dificuldades económicas da família. Então, bem cedo começou a trabalhar. Primeiro como serralheiro mecânico, depois desenhador, funcionário dos serviços de saúde e da previdência social. Posteriormente e sempre em ascensão, foi editor, tradutor, jornalista e crítico político, fiel ao Partido Comunista.
Publicou o seu primeiro livro “Terra do Pecado” em 1947.
Fez parte da 1ª direcção da Associação Portuguesa de Escritores. De Abril a Novembro de 1975, foi director adjunto do “Diário de Notícias”. A partir de 1976, dedicou-se exclusivamente a um contínuo trabalho literário, totalizando 16 romances. Toda a sua bibliografia é fabulosa. Destacam-se "Levantado do Chão" / 1980, "Memorial do Convento" / 1982, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" / 1991, mas também “Jangada de Pedra” e “Ensaio sobre a Cegueira” ou “Gente Feliz com Lágrimas”, entre muitas outras, sempre pela Editora Caminho.
Dedicado aos mais jovens, publicou “A Maior Flor do Mundo” em 2001.
Escritor de grande talento, na sua brilhante carreira viria a receber inúmeros prémios em Portugal, bem como em Itália e Inglaterra e ultimamente em Espanha, onde vivia e era considerado genial. Recebeu ainda o Prémio Camões, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores em 1995.
Mas o seu grande prémio foi em 1998, na Suécia, ao ser galardoado mundialmente com o Prémio Nobel da Literatura, que muito honra os Portugueses.
Nestes últimos dias da sua vida, doente e bastante debilitado, ainda escrevia e já tinha mais de 30 páginas do futuro romance...”Alabardas...” que infelizmente já não tem fim.
É uma grande perda para a Literatura Portuguesa, não só por ser referência cultural, mas pela diferença de ideologia que deixava ao mundo nos seus escritos, a sua imaginação e dom para criar e acima de tudo a frontalidade, repartida em brilhantismo e polémica.
Portugal está dois dias de luto por José Saramago e quisemos deixar também a nossa homenagem.

Aqui deixo breves excertos do seu polémico romance CAIM

Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor do que o de Caim. Por causa da sua fé, Deus considerou-o seu amigo e aceitou com agrado as suas ofertas. E é pela fé que Abel, embora tenha morrido, ainda fala.
(Hebreus, 11, 4) LIVRO DOS DISPARATES

Quando o Senhor, também conhecido como Deus, se apercebeu de que a Adão e Eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de mugidos e rugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápido fiat, correu para o casal e, um após outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo. Dos escritos em que, ao longo dos tempos, vieram sendo consignados um pouco ao acaso os acontecimentos destas remotas épocas, quer de possível certificação canónica futura ou fruto de imaginações apócrifas e irremediavelmente heréticas, não se aclara a dúvida sobre que língua terá sido aquela, se o músculo flexível e húmido que se mexe e remexe na cavidade bucal e às vezes fora dela, ou a fala, também chamada idioma, de que o senhor lamentavelmente se havia esquecido e que ignoramos qual fosse, uma vez que dela não ficou o menor vestígio, nem ao menos um coração gravado na casca de uma árvore com uma legenda sentimental, qualquer coisa no género amo-te, Eva. Como uma coisa, em princípio, não deveria ir sem a outra, é provável que um outro objectivo do violento empurrão dado pelo Senhor às mudas línguas dos seus rebentos fosse pô-las em contacto com os mais profundos interiores do ser corporal, as chamadas incomodidades do ser, para que, no porvir, já com algum conhecimento de causa, pudessem falar da sua escura e labiríntica confusão a cuja janela, a boca, já começavam elas a assomar. Tudo pode ser.
Evidentemente, por um escrúpulo de bom artífice que só lhe ficava bem, além de compensar com a devida humildade a anterior negligência, o Senhor quis comprovar que o seu erro havia sido corrigido, e assim perguntou a Adão, Tu, como te chamas, e o homem respondeu, Sou Adão, teu primogénito, Senhor. Depois, o criador virou-se para a mulher: E tu, como te chamas tu? Sou Eva, senhor, a primeira-dama, respondeu ela desnecessariamente, uma vez que não havia outra. Deu-se o Senhor por satisfeito, despediu-se com um paternal até logo, e foi à sua vida.
Então, pela primeira vez, Adão disse para Eva: vamos para a cama.
(...)
Carregando sobre os ombros as fedorentas peles, bamboleando-se sobre as pernas trôpegas, Adão e Eva pareciam dois orangotangos que pela primeira vez se tivessem posto de pé. Fora do jardim do éden a terra era árida, inóspita, o Senhor não tinha exagerado quando ameaçou Adão com espinhos e cardos. Tal como também havia dito, acabara-se a boa vida.
A sua primeira morada foi uma estreita caverna, em verdade mais cavidade que caverna, de tecto baixo, descoberta num afloramento rochoso ao norte do jardim do éden quando, desesperados, vagueavam à procura de um abrigo. Ali puderam, finalmente, defender-se da queimação brutal de um sol que em nada se parecia com aquela invariável benignidade de temperatura a que estavam habituados, constante de noite e de dia, e em qualquer época do ano.
Abandonaram as grossas peles que os sufocavam de calor e mau cheiro, e regressaram à primeira nudez, mas, para proteger de agressões exteriores as partes delicadas do corpo, as que andam só mais ou menos resguardadas entre as pernas, inventaram, utilizando as peles mais finas e de pêlo mais curto, aquilo a que mais tarde virá a chamar-se saia, idêntica na forma tanto para as mulheres como para os homens.
Nos primeiros dias, sem terem ao menos uma côdea para mastigar, passaram fome. O jardim do éden era ubérrimo em frutos, aliás não se encontrava lá outra coisa de proveito, até aqueles animais que, por natureza, deveriam alimentar-se de carne sangrenta, pois para carnívoros vieram ao mundo, haviam sido, por imposição divina, submetidos à mesma melancólica e insatisfatória dieta. O que não se sabia era donde tinham vindo as peles que o senhor fizera aparecer com um simples estalar de dedos, como um prestidigitador. (...)

CAIM – José Saramago

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Rota do Lobo em Melgaço (Divulgação)

Olá

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Melgaço, vai levar a cabo, no próximo dia 19/06/2010, uma Caminhada de Montanha (Rota do Lobo) , no sentido de angariar fundos para a Instituição. A Caminhada será realizada na área do Parque Peneda-Gerês, com um percurso total de 50 km, num tempo máximo de 12 horas. O percurso será dividido em 3 etapas circulares com saída e chegada na área de lazer da Porta de Lamas de Mouro.

Colabora conosco, participando ou divulgando este evento.
Permanecemos ao dispor para qualquer informação complementar.

De V.ExªAtentamente
Ludovina Sousa(Tesoureira da Direcção)

Nota: Site da caminhada – http://rotadolobo.blogspot.com/

O LOBO, um animal que temos que proteger Lobo Ibérico.
O Predador encurralado, perseguido desde há séculos, o lobo-ibérico é um sobrevivente. Resistiu às armadilhas, fojos, batidas, armas de fogo, laços e venenos. A sua atracção pelo gado doméstico valeu-lhe o estatuto de inimigo a abater. O conflito entre o homem e o lobo, baseado nos prejuízos e em mitos e crenças falsas, contribuiu de forma significativa para a regressão da espécie e é um dos grandes problemas da sua conservação. Os últimos redutos A sua área de distribuição é descontínua. Existem duas populações separadas pelo rio Douro. A norte do rio existem sete núcleos populacionais – Peneda-Gerês; Alvão/Falperra; Padrela /Valpaços; Arga/Paredes de Coura; Cabreira/Barroso; Marão/Baião e Bragança/Montesinho. A Norte, o lobo distribui-se de uma forma contínua, excepto na Terra Quente Transmontana e na faixa litoral ente Viana do Castelo e Porto, onde já se extinguiu. Esta população é relativamente estável e está conectada com a restante população lupina espanhola através da Galiza e Castela-León. Outro dos núcleos populacionais mais estável habita as serras agrestes do Noroeste de Portugal, na zona fronteiriça com a Galiza, que se incluem na área do Parque Transfronteiriço Gerês – Xures e serras envolventes, Larouco e Cabreira. Aqui existem doze grupos familiares, com um efectivo de 5 a 10 lobos e com reprodução regular. Em determinados anos, há alcateias que, durante o Outono e Inverno, possuem mais de doze lobos.
Leia todo o texto aqui: http://rotadolobo.blogspot.com/

Desejamos que seja um excelente evento!

Felicidades para o projecto!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Para ti Trovante...

Um dia pode durar uma eternidade.
Obrigada por teres cruzado o meu caminho.
Desculpa ter chegado tarde demais.
Encontramo-nos todos em breve...




Mara

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Trilho da Carvalheira de Abedim (1)

7km/Circular – Local: J.F. de Abedim
REDE DE PERCURSOS PEDESTRES DE MONÇÃO


Olá Amigos

Já há algum tempo que queríamos continuar a falar-vos de trilhos pedestres que temos vindo a percorrer, mas tal não tem sido possível.
Vamos hoje dar conta dum percurso pedestre deslumbrante:

O “Trilho da Carvalheira de Abedim”

É um percurso essencialmente de âmbito Ecológico e Paisagístico, inserido numa zona florestal, onde para além das povoações e suas gentes, cursos de águas cristalinas da Bacia Hidrográfica do Rio Gadanha e alguns monumentos, este trilho assenta predominantemente numa autóctone floresta deslumbrante de carvalhos alvarinho e negral. Situados nas alturas da montanha, envolvente aos bosques sobressai as aldeias de Gandrachão e Pereiro, perfeitamente encaixadas entre socalcos, veigas e várzeas verdejantes e produtivas. Relevo também para costumes e tradições que se mantêm no dia a dia dos seus habitantes, especialmente a criação de gados e a pastorícia que lhe está ligada.

O Clube Celtas do Minho, que sinalizou o percurso, faz-nos uma descrição sintetizada da localização do trilho e dos seus pormenores de interesse, nomeadamente paisagísticos:

«Partindo da sede do município, segue-se pela EN 101 em direcção a Arcos de Valdevez. Ao km 13,1 vira-se à direita pela Estrada Municipal 1106 em direcção a Abedim e segue-se até ao lugar de Paraisal. O Início do percurso encontra-se situado junto à sede da Junta de Freguesia de Abedim. O Trilho da Carvalheira de Abedim é um percurso de âmbito Ecológico-Paisagístico, inserido numa zona densamente arborizada, constituída maioritariamente por carvalhos. Percorre uma distância de 6,7 km e tem uma duração aproximada de 02h30m. Apresenta um nível de dificuldade fácil/moderado, com cotas mínimas a rondar 300 metros e máximas 500 metros de altitude. A área onde se encontra o percurso é rasgada por várias linhas de água, as quais fazem parte da bacia hidrográfica do rio Gadanha, favorecendo a proliferação do coberto vegetativo e de espécies animais a ele associadas. (...)
Além do Trilho da Carvalheira, a freguesia montanhosa de Abedim, no designado Vale do Gadanha superior, tem outros motivos de interesse com potencial para satisfazer a curiosidade do caminheiro, nomeadamente, a Aldeia de Gandrachão e o Castelo da Penha da Rainha, cabeça do julgado do mesmo nome, cuja área abrangia o actual concelho de Monção até ao rio Mouro, a terminar em Merufe. Da importante fortificação podem ainda ver-se breves marcas de uma cerca e, sobre num morro rochoso os alicerces da torre de menagem.»

Continua...

Trilho da Carvalheira de Abedim (2)

7km/Circular – Local: J.F. de Abedim
REDE DE PERCURSOS PEDESTRES DE MONÇÃO


Fotos do Trilho









Continua...

Trilho da Carvalheira de Abedim (3)

7km/Circular – Local: J.F. de Abedim
REDE DE PERCURSOS PEDESTRES DE MONÇÃO

A Rede de Percursos Pedestres de Monção

Para além do “Trilho da Carvalheira de Abedim”, o município de Monção dispõe de mais 4 trilhos pedestres em diferentes locais do concelho. Os percursos, pontuados por paisagens inspiradoras e tranquilizadoras, revelam-nos um património natural ímpar. Os percursos pedestres estão marcados nos dois sentidos, de acordo com as normas da Federação Portuguesa de Montanhismo. Apesar da sua identificação, o município aconselha o acompanhamento de um guia devido ao elevado valor de informação que proporciona e para garantia da segurança dos caminheiros.
São estes, para já, os PR's ou percursos sinalizados no concelho de Monção:

Carvalheira de Abedim
Freguesia: Abedim
Âmbito: Ecológico-paisagistico
Distância: 6,7 Km
Duração: 2.30 horas
Grau de dificuldade: fácil/moderado
(cota máxima de 500 metros de altitude)

Caminho dos Mortos
Freguesia: Merufe
Âmbito: Ecológico-paisagistico
Distância: 13.2 Km
Duração: 5 horas
Grau de dificuldade: fácil/moderado
(cota máxima de 649 metros de altitude)

Cova da Moura
Freguesia: Cambeses e Longos Vales
Âmbito: histórico-cultural
Distância: 5,2 Km
Duração: 1.30 horas
Grau de dificuldade: fácil
(cota máxima de 247 metros de altitude)

Chã da Carreira
Freguesia: Tangil
Âmbito: Ecológico-paísagistico
Distância: 8,6 Km
Duração: 4.30 horas
Grau de dificuldade: fácil/moderado
(cota máxima de 710 metros de altitude)

Santo António de Vale de Poldros
Freguesias: Riba de Mouro e Tangil
Âmbito: Ecológico-cultural
Distância: 13,2 Km
Duração: 5.00 horas
Grau de dificuldade: moderado
(cota máxima de 1112 metros de altitude)

Com a construção do Parque Eólico, os trilhos Chã da Carreira e Santo António de Vale de Poldros encontram-se momentaneamente desactivados.
Fonte: Câmara Municipal de Monção

Continua...